sexta-feira, 30 de outubro de 2009

home, is where the dog is.

o que acontece é que, dentro do meu peito, mora um ansiedade constante de ir pra casa.

...e ela só aumenta quando eu já tô lá.


domingo, 18 de outubro de 2009

obama por saramago + quarto de espera na suécia

#01: obama por saramago:

então, seu obama ganhou o prêmio nobel da paz por seus "extraordinarios esforços para reforçar a diplomacia internacional e cooperação entre os povos". eu - assim como, acredito, uma porrada de gente - achei, no mínimo, uma premiação prematura. quer dizer, certamente obama criou uma atmosfera mais otimista e menos hostíl no mundo, mas, embora o cara esteja tentando resolver as coisas (até certo ponto, por que, sinceramente, não acho que ele seja assim tão diferente de todos os outros presidentes americanos em questões menos "explícitas"), ainda é muito pouco o que foi feito pra se justificar uma premiação tão importante. tanto que o próprio obama mandou um "WTF!?" quando soube que tinha ganhado! haha

mas, lendo o blog do josé saramago, essa semana, me deparei com uma idéia interessante a respeito dessa parada. saramago coloca esse prêmio como um investimento. nas palavras dele:

"É possível que comece a dizer-se que o Prêmio Nobel da Paz foi prematuro, mas não o é se o tomarmos como um investimento. Graças a ele talvez Obama ganhe ainda maior consciência de quanto o necessitamos."

ou seja, o prêmio nobel acabaria funcionando como o que a psicologia chama de "reforço". a equação é simples: fazer o papél de mocinho = ser premiado = continuar fazendo o papél de mocinho. quer dizer; como a criança que pede o chocolate pra mãe, não recebe, esperneia, faz fiasco, e aí, sim, ganha o chocolate, aprende que fazendo fiasco ela consegue o que ela quer; obama se esforça pra melhorar a diplomacia e a cooperação entre os povos, como reforço ganha o prêmio nobel, e assim, supostamente, deve continuar se esforçando pra continuar sendo reconhecido.

faz sentido.

de qualquer forma, ainda acho que não se justifica. rolou, até, a hipótese de que até o prêmio nobel virou negócio nos debates filosóficos compenetrados (a.k.a. conversas de botéco)... mas enfim, o jeito é seguir de olho no seu obama e seguir lendo o seu saramago.
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#02: quarto de espera em estocolmo:

"quarto de espera"

o curta "quarto de espera" dos meus trutas bruno carboni e davi pretto, cuja trilha sonora foi composta, produzida e gravada por este que vos escreve, vai abrir tres sessões do longa metragem hollywoodiano "the road", do australiano john hillcoat, responsável por muitas parceirias com e clipes do grande nick cave, no 20º festival internacional de cinema de estocolmo, na suécia. na pagina do festival sobre o curta tem uma breve resenha, bem interessante, até, além de um erro de digitação bem divertido. haha.

além disso, na semana anterior, o curta estréia na espanha, no 35º festival de cinema ibero americano de huelva. pra saber mais informações sobre por onde anda o "quarto de espera" e sobre os novos projetos da tokyo filmes é só entrar no blog dos caras.

ah, também não deixem de comparecer nas sessões do cine esquema novo, que esse ano tem na curadoria e produção da mostra zona livre a tokyo filmes. muita coisa boa, a maioria inédita no brasil.

do it!

domingo, 27 de setembro de 2009

divagar devagar, de vagar.

"sim, sou eu na foto."

eu sou aquilo que o josé gonzález chama de "slow songwriter".

não, isso não quer dizer que eu componho canções lentas. sim, também, mas o que a expressão quer dizer é que o zé e eu demoramos muito pra escrever nossas letras. os motivos dele eu não conheço, mas os meus são bem claros.

antes de qualquer coisa, eu acho que a música não é de quem compõe, mas sim de quem escuta (escuta, diferente de ouvir). eu, o compositor, como dito no post anterior, expresso uma série de sentimentos "inverbalizáveis" na canção, esperando que eles sejam identificados e reconhecidos como sendo parte, também, de quem escuta. se não, se a música não comunica, ela nada mais é do que um monte de sons organizados (que ainda podem ser agradáveis, claro, mas que não passam de alegoria, de decoração, ambientação desprovida de sentido). o compositor, entao, é como se fosse um canal que viabiliza a expressão desses sentimentos sem tradução verbal.

o papél da letra nessa história, eu acho, é o de ser um norteador, uma pista, uma dica de onde aqueles sentimentos verbalmente incomunicáveis vem. isso quer dizer que escutar uma música é como montar um quebra-cabeça, mas não com uma imagem pré-concebida. o ato de descobrir e montar a imagem faz parte do quebra-cabeça. é como ler um livro. os sons e as palavras vão te sugerir coisas, mas a construção disso tudo fica a cargo, única e exclusivamente, de quem lê e quem escuta. uma música, assim como um livro (e também um filme, um quadro, uma peça, etc), nunca vai ser a mesma pra pessoas diferentes.

então, uma das minhas grandes preocupações na hora de escrever uma letra é, justamente, evitar ao máximo dar pistas muito fáceis. ou seja, não ser panfletário, não impor o meu entendimento do tal sentimento verbalmente incomunicável pra que quem escuta possa fazê-lo totalmente seu e entender da forma que achar melhor, de acordo com a sua vida e as suas experiências. em outras palavras, não roubar a possibilidade das pessoas chamarem aquela música de "sua".

por isso que eu sou contra explicar as letras, assim como os filmes, os livros, os quadros e qualquer tipo de obra de arte. a explicação é a privação da co-autoria por parte do público. é um ato autoritário, anti-democrático. é como uma invasão. quem explica invade um território neutro e crava uma bandeira dizendo "esta é a MINHA música", e ouvir a música dos outros é como fazer um cover. e né, fazer cover (parental advisory: expressão chula a seguir) é gozar com o pau dos outros.

ok, calma, isso aqui não é uma ditadura, são só as impressões de um insône; é claro que é divertido tocar um velho maiden pra tirar uma onda de vez em quando, mas nunca, jamais, poderemos levar a danni carlos a sério.

enfim, as vezes eu acho que toda essa romantização da coisa é viajem minha, que eu superestimo demais as coisas e que, na verdade, elas são mesmo mais razas. mas, pelo menos eu não tô sozinho nesse barco, né, gonzáles? né, tarkovsky? né, bergman? né, kinsella(s)? (fade out)...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

o poder da música... not!

...e aí tem um um filme (a.k.a. propaganda) que rola na globo do cd de alguma cantora, cujo o nome eu desconheço, em que rola essa frase, "o poder da música."

...fico puto!

acho muito engraçado quando os "artistas" fazem aquele discurso tipo "wow, o poder da música", "sou apenas uma ferramenta que a música usa quando se apodera de mim", "fui escolhido pela música pra fazer esse papel" e bla, bla, bla. acho essa ideia de que a música é uma entidade, um ser superior, quase um deus, tão babaca...

música não é nada!

música é um garfo, uma chave de fenda, um trator. música nada mais é do que uma ferramenta. não só a música, mas a arte em geral.

ninguém conhece ninguém.

nem nós mesmo nos conhecemos bem. arte (na minha humiRde opiniÃ) é uma tentativa de diminuir esse abismo que existe entre as pessoas e dar vazão às coisa que a fala e a escrita não compreendem. o artista usa a arte, sua ferramenta, pra expressar algo que é seu (seja um sentimento, uma visão de mundo, etc) e espera que outra pessoa reconheça isso como uma parte de si própria, uma parte que até agora essa pessoa não conhecia ou que não conseguia dar expressão. isso é arte! o quadro, o disco, a parede, isso é só um meio, a verdadeira arte é o encontro, é a identificação, o conforto de saber que não se está sozinho.

em outras palavras, arte nada mais é do que expressão, comunicação.

cena de "akiresu to kame"

tem uma cena no "akiresu to kame", último filme do takeshi kitano (que encerra a trilogia de destruição criativa do diretor e discute por que diabos se faz arte), em que um senhorzinho de um boteco fala pr'os wannabe-artistas: "a arte é uma grande piada! coloque um picasso e um prato de comida na frente de um faminto na áfrica. qual vocês acham que ele vai escolher?" ...perfeito! arte depende de identificação. eu mesmo, no passado, já me senti "culpado" por não gostar de tal coisa ou por gostar de tal outra, antes de entender que quem define o que é arte não é o status quo, mas sim quem vê/ouve/aprecia/se identifica.

andrei tarkovsky dizia que arte é um meio de se tentar responder as perguntas mais básicas da humanidade, tipo "quem somos nós", "por que estamos aqui", etc. no livro dele (o maravilhoso "esculpir o tempo") ele diz: "este livro amadureceu durante todo o período em que minhas atividades profissionais estiveram suspensas. seu principal objetivo é ajudar-me a descobrir os rumos da minha tragetória em meio ao emaranhado de possibilidades contidas nesta nova e extraordinária forma de arte - em essência, ainda tão pouco explorada - para que nela eu possa encontrar a mim mesmo, com plenitude e independência."

andrei tarkovsky

...e é isso aí. nos encontrarmos e encontrarmos pedaços de nós em outras pessoas. acho que isso define bem o que é arte. pelo menos, pra mim.

agora, esse papinho de "o poder da música" não cola comigo, não! viu, dona cantora?

domingo, 16 de agosto de 2009

kseniya simonova

ok, TIVE que postar isso por que a parada é de tirar o fôlego!

essa é a brutalíssima apresentação da kseniya simonova no ukraine's got talent. nela, a moça retratou a segunda guerra mundial e no fim ela escreve, em russo, literalmente, "você está sempre perto", o que pode ser traduzido pra "você estará sempre no meu coração" (na época a ucrânia era parte da união soviética e as músicas que ela usou, fora a versão do apocalyptica pra "nothing else matters" do metallica, são cantadas em russo).

fodíssimo!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

palavra roubada

nessa quinta-feira, dia 13 de agosto, vai rolar a exibição do filme "palavra roubada", da mirela kruel, no festival de cinema de gramado. o curta vai ser exibido na mostra gaúcha, no centro municipal de cultura, na sessão das 10 horas da manhã, junto com outros seis filmes da mostra.

screenshot de "palavra roubada"

este que vos escreve (a.k.a. eu) foi responsável pela composição e execução de toda a trilha sonora original do fime. por tanto, se você estiver em gramado ou pensa em ir pro festival, deem esse conféres que vale a pena, o filme é bem bonito.

segue o serviço então:

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Programação Centro Municipal de Cultura:

13/08/2009 - Quinta-feira

10h - Mostra Gaúcha – Prêmio Assembleia Legislativa de Cinema:

  • De Volta ao Quarto 666 - CM - 15’6 min
  • Do mesmo lado do Muro - CM - 19’ min
  • Enciclopédia - CM - 14’ min
  • Jogo do Osso - CM - 22’ min
  • Palavra Roubada - CM - 18’ min
  • Quiropterofobia - CM - 17’ min
  • Sobre um Dia Qualquer - CM - 16’ min

14h - (continuação) Mostra Gaúcha – Prêmio Assembléia Legislativa de Cinema

  • A Invasão do Alegrete - CM - 21’29 min
  • Aos Pés - CM - 18’ min
  • Fogo - CM - 21’ min
  • Groelândia - CM - 17’40 min
  • Livros no Quintal - CM - 13’ min
  • Mapa-Mundi - CM - 15’16 min
  • Maresia - CM - 9’ min
  • Segura na Mão de Deus - CM - 11’33 min

16h30min - Lançamento do 6º Edital do Prêmio Santander Cultural, Prefeitura de Porto Alegre, APTC/RS.

20h

  • De 10 a 14 anos – 12’37” (10 Anos Núcleo de Especias RBS TV)
  • Mostra Especial - Cantoras do Rádio – 85’

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logo mais eu vou ver se posto as músicas dessa e de outra trilhas de filmes recentes que eu fiz em algum lugar. por hora, só assistindo aos filmes mesmo pra poder ouvir.

outro filme cujo a trilha foi composta por mim esse ano e que anda sendo exibido por aí é o "quarto de espera" do davi (pretto) e do (bruno) carboni - que também editou o "palavra roubada" - que acaba de ser premiado com o trofeu de melhor direção de arte no 13º fam - festival audiovisual do mercosul - em florianópolis, onde foi exibido em uma sessão com mais de mil pessoas e concorreu na mostra de curtas 35mm ao lado de 25 filmes da américa latina, incluindo os já consagrados "dossie rê bordosa", "blackout" (da produtora o2), "dez elefantes" (vencedor do festival de locarno em 2008) e o "os filmes que eu não fiz" de gilberto scarpa.

e por hora era wilson. vida é uma parada que não anda rolando muito por aqui no momento, mas em breve isso acabar-á e eu vou poder revisar e postar os milhares de rascunhos salvos nesse blog abandonado!

mais informações sobre o festival de cinema de gramado aqui: http://www.festivaldegramado.net/

hasta la vista, baby!

terça-feira, 28 de julho de 2009

why i never bought a hatebreed cd

queria postar essa parada faz tempo, mas sabendo que ninguém ia ler, nem se interessar, nem perder seu tempo lendo em inglês, sempre acabava desistindo. mas enfim, fodas-e, o lance é genial. ta aí:


"Why I never bought a Hatebreed CD"
por Chris Bickel

People involved in Punk music love to subject other people involved in Punk music to their idiotic whimsies and pathetic best-left-in-the-journal introspection. They sandwich it between some record reviews and photocopied pleas for the pardon of Mumia Abu Jamal and call it "zines". Being no different than any other self-involved would-be Punk Rock publisher, I too have produced in my lifetime a few such wastes of our Earth's dwindling natural resources. One of my efforts in the world of indiezinedom was called "SNIP". It was just as self-serving and pointless as any other zinester's effort, though gracefully lacking the record reviews, Mumia and PETA xeroxes, and bad emo-introspection/sap. The best thing that "SNIP" had going for it was the cover which featured Alphonso Ribero moonwalking in front of the Statue of Liberty. The "SNIP" logo was the "SPIN" logo cut up and rearranged. I think I managed to xerox about 60 copies of SNIP which were taken along on one of IN/HUMANITY's North American tours. I think I either sold or gave away about 40 copies on that tour. Basically, I had thrown SNIP together in a few hours as a means of getting money for RC Colas and Nip-chees. It served its purpose, as I had all the RC and Nip-chee I required on that trip around the US and Canada. After returning home I wanted to get rid of my remaining copies of SNIP, so I set up a table at a local Hardcore show. On the bill was a local band named STRETCH ARMSTRONG and some other chugga-chugga type acts. One of the bands on the bill was a newer group that I'd never heard of, HATEBREED. I didn't actually care much about who was on the bill, as I am not a huge fan of the type of Hardcore that appeals to overdeveloped gymkata-practicing short-haired jocks in basketball tank-tops . I was just there to unload my remaining zines on some punk kids. After about 20 minutes and having sold only 4 or 5 copies of SNIP I hear the kind of booming beligerent voice one might more likely hear at 3:00 AM in a cowboy bar than at a Veteran's Hall Hardcore show: "Where's the little mikexindy that wrote this shit!?? Are you the little mikexindy that wrote this shit!???" A thicknecked ogre from the band HATEBREED lumbered towards me. "Are you the little mikexindy that wrote this shit?!" "I suppose I am that mikexindy, yes," I replied. I was then blitzed with threats of a severe asskicking at my apparent "dissing" of the band's record label: Victory Records. I was repeatedly called a "mikexindy" for having written an article that poked fun at the business practices of a minor league label trying to run with the big boys. By this time a group of about 30 attendees were surrounding me. The entire band HATEBREED gathered around. Half of the band members tried to argue somewhat less than rationally about the perspective of my article (which essentially reprinted the hilariously corporate-minded promotional "one-sheets" sent to record stores to "shift units" for Victory Records -- with my own smart-ass comments written into the margins). The other half of the band continued to puff their chests and threaten me with severe pummelings. The singer of STRETCH ARMSTRONG physically stepped in between to prevent one of the HATEBREEDERS from physically breaking me in half. I tried my best to casually slouch back in my chair behind my Jackie Onassis black sunglasses and grin. Admittedly I was a Ted apprehensive of a major imminent ass pounding, but the hilarity of the increasingly absurd situation did make it easy to play it off into a coy boyish smile. I held my ground firmly, asserting that Victory Records was trying to sell false ideals of Hardcore being a lifestyle and a "movement", when their press releases to record shops clearly showed that they were no different than CAPITOL or WARNER BROTHERS. Is Hardcore really a youth movement when a record label promises "sniping campaigns in key markets to promote product awareness"? For that matter, what the hell is a "sniping campaign"? Do they send snipers out to the mall stores to shoot anyone that doesn't buy the new EARTH CRISIS CD? When a one-sheet goes out to a record store stating that "violence at shows promotes controversy, and controversy sells records", I feel no less than obligated to speak my mind. The kind of kids that put on shows at Vets Halls are into Hardcore because it means something more to them than an E chord mosh part (or D chord mosh part) and a heavy breakdown. Those are the kids that needed to be informed of the tactics labels like Victory were using on them. My article was printed both for informational purposes, and for the (higher) purpose of me doing something I enjoy: being a fucking smartass. The members of HATEBREED didn't like the article, but I don't know if they were upset over the smartassishness, or the fact that I was revealing the secret marketing strategies of their home label. The singer of HATEBREED, Jamie, was the "thinker" of the bunch and actually listened to my points and offered a few semi-valid rebuttals. Eventually the band backed off because it was their time to play. Every copy of SNIP sold after the fracas, and I smiled to look around the room and see a bunch of kids reading my zine instead of watching HATEBREED's performance. Several months later, HATEBREED returned to Columbia. I wasn't even aware that they were playing in town until I stopped by the record store I owned (NEW CLEAR DAYS) afterhours to pick up a movie to watch. There was a message on the answering machine from the singer of HATEBREED. Apparently, unbeknownst to me, someone had printed flyers up chronicling the events of the previous show and had handed them out at that evening's HATEBREED gig. Basically the flyer accused the band of being homophobic thugs amongst other not-so-nice things. (In the original argument that had taken place between myself and the band, I brought up the term "homophobic" in response to the band member that kept repeatedly calling me a "mikexindy". One of the other members of the band intelligently quipped: "oh he isn't afraid of mikexindys... he just fucking hates them.") The answering machine message went like this:

"Hello, this message is for Chris, this is Jamie from the band HATEBREED. I happen to be the most unforgiving and intolerant member of the band. I also happen to be a homophobe... and I was just calling to try to straighten out this little matter that we have here. Apparently you are distributing some sort of flyer or pamphlet trying to slander us, just like you tried to slander Victory and our friend Raybees in the last little fanzine that you had. Well, we are gonna give you one chance to apologize and straighten this out because we are somewhat, ya know, cool people. You don't know us... You think you know us... you've tried to slander us in this little pamphlet that you put out... All I can say is the other guys in the band don't even wanna talk this out... we don't wanna go to jail while we're in Columbia, but we'd just as soon go to your store and SMASH SHIT IN YOUR FACE AND BREAK EVERYTHING YOU OWN, which we WILL DO if we HAVE TO. I don't know how you handle things around here, but we don't let people go around and spread lies about us and just let them get away with it. Now I'm not saying you made these flyers or whatever, but I don't know who would... and you being the prominent member of the South Caroliona scene that you are, we figured that you are probably behind it. So if you'd like to straigten this matter out give us a call at Chris from STRETCH ARMSTRONG's house... and if you would not like to straigten this out then I hope you don't have any plans on touring, and THIS IS A THREAT, because we don't appreciate this, OK? Thanks."

This tape was dubbed off, had the VILLAGE PEOPLE's "macho man" mixed in behind it and was used as an opening tape for a number of IN/HUMANITY's shows. So I called this guy at the place where they were staying and talked to him for an hour about what was on the flyer. At some point I eventually convinced him that I had absolutely nothing to do with the flyer and that it would not be a good idea to "smash shit in my face and break everything I own." He told me that the band's reaction was "survival"-based, as a flyer like that could damage their "career". As the conversation went on, I almost felt sorry for him as he seemed to be a fairly articulate guy in a band full of orangutans who were pressing him to dish out some street-style justice. Of course I didn't feel too sorry for him, as he did admit to being a homophobe, and he did threaten to destroy my store which was my frigging livelihood, and all of his ridiculous overreacting was based upon a silly article that was in a crappy zine I had thrown together in a few hours and had printed no more than 60 copies of. Later someone gave me an audio bootleg of HATEBREED's Columbia show which featured the all-time-classic between-song-banter: "fuck Chris Bickel, fuck IN/HUMANITY, and fuck SNIP fanzine!" (Crowd cheers). All of this and the fact that I hate chugga-chugga metally Hardcore, that's why I never bought the HATEBREED CD.

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chris bickel, na época, era vocalista do in/humanity e depois foi vocalista do guyana punch line. in/humanity, na minha humiRde opinião, é/foi uma das melhores bandas de hardcore/punk que esse mundão já viu. só o fato de eles terem inventado aquela piada do "emo violence", fazendo a criançada toda abraçar o termo como se fosse, de fato, um novo gênero já vale esse posto! hahaha enfim, genialidade sem limites!

terça-feira, 9 de junho de 2009

novas idéias em matemática...

aos seis segundos do quinto minuto das quatro horas do sétimo dia do mês de agosto desse ano a data vai ser exatamente "04:05:06 - 07/08/09".

coisa linda, não? :~

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

letras pessoais/políticas?

lembro de ler uma matéria sobre o deftones, muitos anos atras, de quando o "white pony" foi lançado, dizendo que as letras do chino moreno eram/são "extremamente pessoais." lembro de ler também muitas reviews sobre o 4ooyears comentando as músicas com profundas cargas emocionais e letras "politicas." a questão é: politicas ou não,

não seriam TODAS as letras pessoais?

parando pra pensar, não faz sentido dizer que uma letra não é pessoal. por que, mesmo as letras políticas mais panfletárias, no fim das contas, são pessoais. elas passam pelo filtro pessoal de quem escreve. é uma opinião e a opinião é pessoal.

se um anarco-punk grita "anarquia! abaixo o sistema!" é uma opinião. julgando que ele está sendo sincero, ele concorda e acretida nisso. é uma questão pessoal, um entendimento do indivíduo em relação a uma questão. uma letra não-pessoal teria que ser como um manual de instruções. uma bula de remédio, totalmente livre de julgamento, 100% imparcial.

mas, por outro lado, não seriam TODAS as letras políticas?

o termo "política" vem do grego antigo, πολιτεία (politeía), que indicava todos os procedimentos relatívos a "polis", que significa sociedade, comunidade, coletividade ou, literalmente, cidade-estado. ou seja, procedimentos em relação a vida urbana e organização dos grupos humanos.

a maneira como nos relacionamos com outros indivíduos, inclusive amorosamente, é política. existe uma relação de poder e de conquista de poder (confiança - quando se confia, se pode), e essa relação vai ser fundamental na construção do indivíduo. então, mesmo escrevendo sobre o problema mais pessoal (o modo problemático com que se relaciona com uma gatinha, por exemplo), ainda assim, se está escrevendo sobre uma questão política.

sendo assim...

pode se dizer que o dead kennedys foi uma banda com letras extremamente pessoais e que o nx zero é uma banda com letras profundamente políticas a respeito da maneira como os indivíduos se relacionam.


dead kennedys - poétas introspectivos / nx zero - filósofos políticos

...né náo?

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

o fim dos tempos

começa com a sensação de um certo vazio. já não há muito o que fazer, não se tem muita direção. e essa sensação só aumenta conforme o tempo passa. chega-se, então, no dia d, o marco zero, o ponto onde a contagem regressiva pro fim, de fato, começa.

25.

tudo para. o fim começa. 6 dias. cidade vazia, cabeça vazia, existência vazia. a rua já não faz mais barulho. a partir desse momento todos os dias passam a ser surreais, não só os chuvosos (que raramente aparecem nesse curto espaço de tempo).

buraco-de-minhoca.

é como se, por alguma razão, fosse criado um universo tangente, uma outra dimensão, que vai entrar em colapso em seis dias. a sensação apocalíptica do fim próximo, o calor, o vento, o silêncio. a luz, ao contrário do que se esperaria, é quem toma conta. à escuridão reserva-se apenas algumas horas. seis, as vezes cinco. seis dias.

31.

5, 4, 3, 2, 1, e é o fim. não há mais nada. tudo acaba. o universo tangente entra em colapso e somos jogados de volta ao universo principal, à dimensão "oficial," ao mundo "real." alguns deixam partes de si do outro lado, alguns não passam ilesos, alguns não passam.

e, ainda assim, eu amo essa sensação.

26: segundo dia.